A história / Pacman
A banda.
Nascidos no underground. Movidos pela mesma inquietação desde 1996.

Da rua para o palco.
Nascida em 1996 na Vila Santa Rosa, zona norte de Porto Alegre, a Pacman surgiu como a voz crua de uma juventude cercada por violência, poucas oportunidades e um cenário urbano à beira do colapso social.
Em meio a ruas consideradas por anos como uma das regiões mais perigosas da capital gaúcha, quatro adolescentes de 17 e 18 anos encontraram na música o único caminho possível para transformar revolta em arte e sobrevivência.
Influenciados por Ramones, Sex Pistols, Nirvana, Beatles e Bad Religion, a Pacman sempre foi uma banda de composições próprias, carregadas de crítica social, política e existencial. Seu som mistura a energia direta do punk rock com letras que expõem feridas de uma geração que cresceu entre a opressão policial, a violência cotidiana e o desejo de mudar a própria realidade.
O primeiro show foi um marco para o movimento punk que nascia no bairro. Em uma festa de aniversário organizada pelo único amigo com condições financeiras melhores, a banda fez sua estreia histórica. A apresentação incendiou o ambiente e consolidou a Pacman como o centro de um novo cenário local, onde jovens esquecidos pelo estado encontraram um espaço para contestar tudo e todos.
Ao longo dos anos, a banda se tornou um símbolo da resistência punk da zona norte, atravessando fases, formações e transformações sem nunca perder a autenticidade. Suas músicas evoluíram para abordar a vida adulta, depressão, ansiedade, desigualdade, frustrações e a eterna sensação de correr contra um mundo acelerado demais.
Com apenas 17 e 18 anos, os integrantes começaram a organizar seus próprios shows e a desafiar estereótipos sobre o punk/hardcore, provando aos donos de bares que o movimento não era sinônimo de destruição. Em uma época sem redes sociais, eles alugavam um ônibus com 50 lugares, mobilizavam a comunidade do bairro e garantiam noites memoráveis em casas gaúchas e palcos no RS, SC e PR. O clássico espírito “faça você mesmo” não era apenas uma filosofia, era a única opção.
A banda esteve presente em casas lendárias da cena alternativa gaúcha como Garagem Hermética, Heaven Café, Área 51, Gullys e os bares da famosa Osvaldo Aranha, rua que concentrava a noite roqueira da cidade e foi berço para a maioria das bandas do rock do Sul. A Pacman chegou a vencer festivais e ganhar respeito na cena, mas a falta de apoio impedia gravações profissionais e visibilidade. A música circulava em fitas demo feitas de forma artesanal, mantendo viva a chama do underground. Em 2002, a Pacman lançou o álbum independente “Sofrimento e Dor”, símbolo da persistência do grupo.
Depois de centenas de shows, ainda sem estrutura para seguir crescendo, a banda entrou em hiato no início de 2003. Mas o vocalista André continuou compondo ao longo dos anos, transformando a inquietude juvenil em reflexão madura. A essência nunca desapareceu, apenas amadureceu.
Agora, a Pacman retorna com sua formação original: André (voz e guitarra), Minho (guitarra), Rodrigo (baixo) e Elder Dogão (bateria). Em 2025, o grupo lança o álbum “Em Busca do Vazio”, reunindo 10 músicas inéditas e 10 regravações do trabalho de 2002, agora com a qualidade que a obra sempre mereceu.
A nova fase já trouxe o clipe de “O Último Dia”, sua faixa mais executada nas plataformas digitais, reforçando a mensagem de viver o presente e valorizar cada instante. Faixas como “Apressados Demais”, “Olhos Abertos” e “O Fim da Bondade” mostram uma banda madura, consciente e conectada aos dilemas de uma geração que cresceu, mas nunca abandonou seus ideais.
Em 2026, ano em que a Pacman completa 30 anos de história, foi gravado o álbum “Manual de Sobrevivência Moderna”. O trabalho marca mais um capítulo da trajetória da banda, conectando suas raízes no punk rock e no hardcore à nova fase de composições e gravações.
Também em 2026, a Pacman recebeu o guitarrista Maskara, que passou a assumir a guitarra solo. Sua chegada ampliou a formação para cinco integrantes e deu mais liberdade para André se dedicar ao vocal, mantendo a força das guitarras e a identidade da banda.
O retorno em 2025: um mamute descongelado
Depois de 22 anos, a Pacman renasce com a formação clássica, André, Minho, Rodrigo e Dogão, e lança o álbum “Em Busca do Vazio”, com 20 faixas: clássicos dos anos 90 e dez inéditas nunca tocadas ao vivo.
Formação atual.
Fundador da banda, vocalista, guitarrista e principal compositor da nova fase.
Responsável pela guitarra da formação clássica, mantendo a identidade agressiva e melódica da Pacman.
Base rítmica e peso das linhas de baixo que ajudaram a construir a sonoridade da banda desde o início.
Em 2026 Maskara passa a ser o guitarrista solo, colocando mais liberdade para o André cantar, deixando a Pacman com a sonhada formação de 5 integrantes como era em 2003.
Energia, velocidade e pegada punk na bateria da formação original que retorna em sua fase atual.
Outros integrantes que passaram pela Pacman
Ao longo da trajetória da banda, outros nomes importantes também ajudaram a construir a história da Pacman em diferentes fases.
Foi o primeiro baterista em 1996. Ele ficou até 1998.
Foi o primeiro guitarrista na formação original, deixou a banda em 1998.
Lendário vocalista e guitarrista da Recinto, assumiu a guitarra quando o Minho foi para a Marinha.
Lendário baterista da Recinto. Assumiu a guitarra quando Minho foi para a Marinha.
Assumiu a guitarra em 2002 e 2003 na formação com 5 integrantes após a saída do Douglas e o retorno do Minho.
